Significação dos Sintomas em
Gestalt-Terapia
Apresentado no "Primeiro
Congresso Mineiro de Gestalt" – Belo Horizonte -Março 2017
Profª Marisete
Malaguth Mendonça - ITGT-Goiânia\Goiás
Resumo do Curso:
Este artigo refere-se aos Sintomas resultantes da repressão ou interrupção dos afetos, aquelas interrupções chamadas de “neuróticas” na literatura Psi. Já os casos borderlines e psicóticos, cujas causas são mais primárias, não serão tratados aqui, mas em outra ocasião, quando for oportuno à organização do evento.
Entendemos os Sintomas como interrupções da energia dos afetos. Quando o indivíduo recusa ou é impedido de dar a resposta adequada e necessária à situação, a energia é bloqueada. Essa interrupção é uma estratégia de sobrevivência física, psíquica ou social. Mas como os complexos emocionais mobilizados não foram finalizados, permanecem como fundo não integrado. Com a continuidade da interrupção, a energia dos complexos emocionais vai se expressar por outras formas possíveis. Então, aparecem como Sintomas. Estes não são elementos externos e estranhos agregados arbitrariamente ao organismo como seres intrusos. Eles têm uma função aí. São eles mesmos originados pelas estratégias de ajustamento criativo do próprio organismo à situação não resolvida. Isto é, quando a Gestalt não evolui para a ação necessária.
Consideramos, assim, essa interrupção geradora do Sintoma psíquico como uma forma provisória de sobrevivência num campo perigoso ou ameaçador. Ele então aparece aí alertando que algo deve ser mudado no campo ou no modo que o sujeito está-sendo-no-mundo. Assim, ele se mostra também como parte do processo de cura.
Este artigo refere-se aos Sintomas resultantes da repressão ou interrupção dos afetos, aquelas interrupções chamadas de “neuróticas” na literatura Psi. Já os casos borderlines e psicóticos, cujas causas são mais primárias, não serão tratados aqui, mas em outra ocasião, quando for oportuno à organização do evento.
Entendemos os Sintomas como interrupções da energia dos afetos. Quando o indivíduo recusa ou é impedido de dar a resposta adequada e necessária à situação, a energia é bloqueada. Essa interrupção é uma estratégia de sobrevivência física, psíquica ou social. Mas como os complexos emocionais mobilizados não foram finalizados, permanecem como fundo não integrado. Com a continuidade da interrupção, a energia dos complexos emocionais vai se expressar por outras formas possíveis. Então, aparecem como Sintomas. Estes não são elementos externos e estranhos agregados arbitrariamente ao organismo como seres intrusos. Eles têm uma função aí. São eles mesmos originados pelas estratégias de ajustamento criativo do próprio organismo à situação não resolvida. Isto é, quando a Gestalt não evolui para a ação necessária.
Consideramos, assim, essa interrupção geradora do Sintoma psíquico como uma forma provisória de sobrevivência num campo perigoso ou ameaçador. Ele então aparece aí alertando que algo deve ser mudado no campo ou no modo que o sujeito está-sendo-no-mundo. Assim, ele se mostra também como parte do processo de cura.
O Sintoma enquanto
linguagem
Todo sintoma é uma mensagem do Organismo à consciência da própria pessoa e, por extensão, a seu círculo de relações inter-humanas: algo precisa ser mudado! O Sintoma é a fala do corpo quando o diálogo interpessoal e intrapessoal foi silenciado. Ele é mantido enquanto a pessoa tem ou acredita ter razões para temer a mudança; ou precisa dele para denunciar algum evento sofrido e não dito.
A essência do ser Gestalt: uma breve passagem pela teoria da Gestaltpsicologia nos ajuda no entendimento do processo sintomático. A essência do ser Gestalt é a relação funcional partes-todo; isso é o que constitui o ser gestalt. Se as partes não têm relação funcional com o todo, não se trata de uma Gestalt. A Gestalt tem que fazer sentido, tem que constituir uma unidade. O sintoma está dentro desse mesmo princípio funcional. Ele está em relação com a totalidade organísmica, tem um sentido específico dentro dessa totalidade e é resultante da organização funcional de forças do organismo. Essa organização é o princípio gerador do seu aparecimento fenomênico (da sua evidênciação). E esse é o porquê da aflitiva constatação dos terapeutas de que o sintoma resiste! Resiste nesse sentido de que algo está buscando se resolver graças a ele. Resiste até ser ouvido! Não só pelo outro, mas em especial pelo sujeito mesmo! Até que façamos o que tem que ser feito. O nosso corpo paga caro quando a consciência silencía e se recusa a ouvir e a fazer que é preciso ser feito na situação provocadora.
Todo sintoma é uma mensagem do Organismo à consciência da própria pessoa e, por extensão, a seu círculo de relações inter-humanas: algo precisa ser mudado! O Sintoma é a fala do corpo quando o diálogo interpessoal e intrapessoal foi silenciado. Ele é mantido enquanto a pessoa tem ou acredita ter razões para temer a mudança; ou precisa dele para denunciar algum evento sofrido e não dito.
A essência do ser Gestalt: uma breve passagem pela teoria da Gestaltpsicologia nos ajuda no entendimento do processo sintomático. A essência do ser Gestalt é a relação funcional partes-todo; isso é o que constitui o ser gestalt. Se as partes não têm relação funcional com o todo, não se trata de uma Gestalt. A Gestalt tem que fazer sentido, tem que constituir uma unidade. O sintoma está dentro desse mesmo princípio funcional. Ele está em relação com a totalidade organísmica, tem um sentido específico dentro dessa totalidade e é resultante da organização funcional de forças do organismo. Essa organização é o princípio gerador do seu aparecimento fenomênico (da sua evidênciação). E esse é o porquê da aflitiva constatação dos terapeutas de que o sintoma resiste! Resiste nesse sentido de que algo está buscando se resolver graças a ele. Resiste até ser ouvido! Não só pelo outro, mas em especial pelo sujeito mesmo! Até que façamos o que tem que ser feito. O nosso corpo paga caro quando a consciência silencía e se recusa a ouvir e a fazer que é preciso ser feito na situação provocadora.
Em
síntese:
Três
Perspectivas Possíveis no Entendimento dos Sintomas:
a) Do ponto de vista da significação, o Sintoma não é um “mal” a ser eliminado, mas uma mensagem, um indicador de que a totalidade da pessoa enfrenta um obstáculo a seu desenvolvimento, necessita de solução e está buscando a solução.
b) Do ponto de vista funcional, podemos entender o Sintoma como expressão da energia usada no conflito. Ou seja, como a manifestação de que a pessoa está em intensa atividade dinâmica conflitiva , entre a força da energia interrompida pressionando para emergir e a força opositora presente que visa manter o complexo emocional retido e o mesmo modo de ser no mundo.
c) c) do ponto de vista fenomênico, o sintoma é o equivalente corporal ou somático da gestalt interrompida.
a) Do ponto de vista da significação, o Sintoma não é um “mal” a ser eliminado, mas uma mensagem, um indicador de que a totalidade da pessoa enfrenta um obstáculo a seu desenvolvimento, necessita de solução e está buscando a solução.
b) Do ponto de vista funcional, podemos entender o Sintoma como expressão da energia usada no conflito. Ou seja, como a manifestação de que a pessoa está em intensa atividade dinâmica conflitiva , entre a força da energia interrompida pressionando para emergir e a força opositora presente que visa manter o complexo emocional retido e o mesmo modo de ser no mundo.
c) c) do ponto de vista fenomênico, o sintoma é o equivalente corporal ou somático da gestalt interrompida.
Palavras-chaves: sintomas, interrupção da energia, relação
organísmica partes\todo, significação,
cura.
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